Teatro
Dizem por aí que "sinos imaginários" tocam quando conhecemos pessoas especiais... Assim começa o conto Sinos Imaginários, presente na peça homônima, com autoria de Maíra Viana Barros.
Sucesso de público na capital paulista, a peça agora viaja para outras cidades do país em turnê!
Sinos Imaginários desenha o ritual de passagem de Clariana. Uma jovem escritora que, reclusa em seu apartamento, passa o tempo a imaginar histórias para seus livros. A realidade dela começa a se confundir com a própria ficção quando se depara com um de seus personagens bem no meio da sala.
O diálogo é inevitável e, logo em seguida, outros personagens passam a "invadir" seu mundo, outrora tão vazio, e insistem em lhe dizer algumas verdades que inteferem em sua vida, suas decisões, seu futuro!
Com um cenário simples e lúdico, entre um sofá, uma mesinha e um balanço, um varal corta o palco abrigando as lembranças de Clariana. Entre os penduricalhos, há discos dos Secos e Molhados e do Pink Floyd, roupas, textos, sapatos, caixinha de música e o final feliz que todo mundo quer para sua história de vida.
Durante uma hora de espetáculo, a peça conta não só a história de Clariana, mas também a sua história e a de muita gente que, de alguma maneira, acaba enterrando os sonhos mais coloridos, cada vez mais, nas tarefas sem graça do dia a dia.
A peça traz um alerta e os sinos são, na verdade, sirenes que surgem para resgatar a essência de cada um de nós, rasgando as máscaras e as desculpas esfarrapadas que usamos como muleta para fugir do mais importante: nossos sonhos. O varal nos convida a pendurar nossos sorrisos mais doces, a estender nossas vontades mais inocentes e a recolher aquelas fantasias secretas guardadas dentro da gente.
Em crítica publicada no Portal Guia da Semana, a jornalista Nathalya Buracoff destaca: "Acredito que estes sinos são os que compõem a trilha sonora das epifanias que nos surpreendem em nossas descobertas. É o som daquele sorriso que escapa quando alguém lê nosso pensamento e fala justamente aquilo que estava engasgado no peito e que não conseguíamos traduzir".
E continua: "O fato de ir ao teatro, assim como ir ao cinema, é quase um ritual, no qual nos preparamos para escapar da dura realidade e receber algo novo, totalmente fora do comum, para poder aplicar em nossa vida. A impressão que um espetáculo deixa para cada um é singular e diferente, e eu adoro reparar na reação daqueles que me acompanham ao deixar a sala do teatro".
A crítica à peça, feita por Nathalya, termina de maneira convidativa: "Ao sair de Sinos Imaginários, ouvi um senhor comentar para uma mulher, possivelmente sua esposa: "Não fale nada agora, acabei de viver um momento mágico". Aquela frase ecoou em mim e estou vivendo em algum lugar paralelo a este mundo até agora, ao escrever este texto. Se eu estou ouvindo sininhos, não sei dizer. Mas este foi o carimbo que o tilintar imaginário deixou em mim. A peça fica em cartaz até 26 de agosto, no Teatro Coletivo Fábrica. Se você também deseja ter uma experiência inusitada, forte e ao mesmo tempo repleta de sutilezas, experimente. Eu já contei o que ela fez comigo, depois me conte o que ela fez com você!"
Visite o Site Oficial da Peça: www.sinosimaginarios.com.br
Ficha Técnica:
Autoria: Maíra Viana Barros
Direção: Leonardo Maciel e Maíra Viana
Elenco: Christianne Cruz (Clariana), Danielli Guerreiro (Menina Esquisita),
Rafael Bernardino(Menino Varrido) e Roberval Tosta (Thales)
Equipe de Produção: Fábio Camara, Mariana Lima e Isabela Spada
Trilha Sonora: Rodrigo Del Arc, Oswaldo Montenegro e Produtora Imaginária
Iluminação: Celso Melez
Fotografia: Vinicius Campos
Arte Gráfica: Ivan Mola
Produção Audiovisual: Bruno Graziano
Vozes em Off: Marta Guerreiro
Assessoria Web: Thiago Viana
Realização: Maíra Viana Barros